• Da Redação

Apesce defende isonomia ao setor

Segundo a instituição, "é preciso conter a propagação da Covid-19 e, também, manter as condições de sobrevivência de todos"




Associação/Shopping Guararapes


A Associação Pernambucana de Shopping Centers (Aoesce) divulgou uma nota em relação aos efeitos causados devido a pandemia do novo coronavírus aos centros de compras e, agora, com o Decreto do Governo de Pernambuco que estabelece quarentena em todo o Estado por um prazo de 10 dias, a partir desta quinta (18) até o próximo dia 28.


Segundo a instituição, "é preciso conter a propagação da Covid-19 e, também, manter as condições de sobrevivência de todos."

Veja a nota da Apesce:

No primeiro encontro do setor de shopping centers com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Geraldo Júlio, o presidente da Associação Pernambucana de Shopping Centers, Paulo Carneiro, apresentou algumas reivindicações e fez considerações sobre o decreto número 50.433, do governo do Estado, que tem validade a partir desta quinta-feira (18) e que determina o fechamento das atividades nos shoppings, com poucas exceções, como bancos, lotéricas e supermercados, estes se tiverem acesso independente.


O primeiro ponto apresentado pela Apesce foi em relação ao tratamento diferenciado em relação aos shoppings, considerando que vários setores vão poder funcionar, como indústria, construção civil, lojas de material de construção, lojas de informática e até concessionárias de veículos e comercializarem produtos considerados como não essenciais como eletrodomésticos, em várias lojas dos segmentos liberados.


“Mostramos que os shoppings são, reconhecidamente, ambientes controlados, cumprindo protocolos rígidos, fazendo aferição de temperatura e com oferta de álcool, além de ter orientação permanente para uso de máscara, distanciamento, entre outros aspectos”, disse Paulo Carneiro.


Os shoppings já vinham com redução de horário de funcionamento e não vão poder abrir várias atividades que estarão liberadas na rua, tais como farmácia, produtos de informática e vários outros. “Os cerca de 4.000 lojistas, em sua maioria micro e pequenos empresários, e os cerca de 50.000 funcionários, cobram bastante como o mesmo tipo de atividade funciona fora e não pode abrir no shopping”, afirmou. Foi colocada, até mesmo, a questão de que supermercados em shoppings podem vender, além dos essenciais como gêneros alimentícios, vários tipos de produtos, como informática e eletrodomésticos, por exemplo, mas ao seu lado, as lojas especializadas não podem abrir.


“Discutimos a incongruência do que foi considerado essencial e a concorrência desleal entre setores do varejo por estarem fora ou dentro do shopping. Haverá empregado de loja de segunda linha que vê seus colegas continuarem faturando e eles não? Esperamos uma análise e retorno rápido do governo para corrigir este tratamento desigual dados aos varejistas e seus inúmeros empregados, para que possamos contribuir no combate à propagação do vírus, mas sem enfraquecer ainda mais a economia. Isso é fruto da falta de diálogo com os setores econômicos antes deste decreto”, finalizou.


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