• Da Redação

Setor de turismo em PE espera queda de mais de 40% na taxa de ocupação de hotéis

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Pernambuco (ABIH-PE), vê, em 2021, uma queda significativa na expectativa da ocupação





Do G1PE

Foto: Marinheiro Bezerra/Marinha do Brasil/Divulgação


Sem o som dos clarins de Momo em 2021, não são somente os foliões que suspiram, com saudade, do carnaval em Pernambuco. Com o cancelamento da festa devido à pandemia da Covid-19, a cadeia produtiva do turismo tem baixas expectativas em relação ao período carnavalesco, mas mesmo assim, ainda há confiança na vinda de turistas ao estado.


Os números da festa em 2020 trouxeram motivos para rir à toa. De acordo com a Secretaria de Turismo e Lazer do estado, R$ 2,3 bilhões foram movimentados em Pernambuco no período carnavalesco. Cerca de 2 milhões de turistas e excursionistas circularam pelo estado, 3% a mais do que em 2019.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Pernambuco (ABIH-PE), a rede hoteleira em Pernambuco, que celebrou taxas de ocupação de 90% e 91% nos carnavais de 2019 e 2020, respectivamente, vê, em 2021, uma queda significativa na expectativa da ocupação.


"A expectativa que a hotelaria tem para o carnaval de 2021 é ocupação do estado em torno de 50%. É uma redução bem grande, mas os destinos que têm praia e área aberta estão sendo um pouco favorecidos neste momento de pandemia. Porto de Galinhas tem uma expectativa de 70% nesse período, que é relativamente alta", disse o vice-presidente da ABIH em Pernambuco, Artur Maroja.


Tradicionalmente lucrativo para bares e restaurantes, o período carnavalesco também não traz tanta expectativa para o setor em 2021. Inicialmente, com a suspensão do ponto facultativo, a esperança era de que o período não tivesse faturamento menor do que um dia comum, mas com a proibição da abertura dos estabelecimentos no Bairro do Recife e no Sítio Histórico de Olinda, tudo mudou.


"Não iria haver carnaval, mas esperávamos ter um movimento normal, acima de um dia de semana. Ia ajudar e muito os bares e restaurantes, que, por sua vez, já tinham se programado há pelo menos dez dias com seus estoques, se comprometendo com essa venda para diminuir o prejuízo. Essa expectativa foi frustrada", afirmou o presidente da Abrasel em Pernambuco, André Araújo.


Segundo o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes, a medida busca evitar aglomerações em pontos onde o calor da folia aquece foliões e, consequentemente, o faturamento de bares e restaurantes.


"Há uma preocupação do governo do estado de que a gente possa evitar, nos pontos onde tradicionalmente sempre houve aglomeração, no Recife Antigo e na Cidade Alta de Olinda, para que as pessoas não vão para lá", disse o secretário.


"Quando a gente junta esses dois polos, a gente está falando entre 60 e 80 estabelecimentos formais. O prejuízo é grande, sim, para quem está no local. Como o resto do estado ficou praticamente livre e a gente tem um índice alto de pousadas no interior, isso vai acabar refletindo. Seria o grande alento", disse o representante da Abrasel no estado.

Estratégias e previsões

No Recife, a prefeitura busca estratégias para incentivar o turismo mesmo com a baixa expectativa de receber pessoas de fora no período carnavalesco.


"Estamos fazendo uma campanha para falar que a cidade está pronta. Vamos ter os museus abertos durante o período de carnaval. A gente tem uma estimativa de receber, na rede hoteleira, 50% a 55% de ocupação, a gente vai ter de todo jeito um fluxo de turismo para a cidade, independentemente da festa", disse a secretária de Turismo do Recife, Cacau de Paula.


Segundo o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes, há uma expectativa de crescimento nos números do setor até o fim de junho de 2021.

"A gente acredita que a retomada vem acontecendo, existe esse momento difícil, mas também tem a notícia boa da vacinação. A gente aguarda que, ao final do primeiro trimestre, a gente tenha números mais significativos e que a gente possa retomar o turismo com mais força ao final do semestre", disse.


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