• Da Redação

Primeiro dia da reabertura parcial do comércio no Centro do Recife

Nesta etapa a reabertura do setor atacadista terá o horário limitado: das 9h às 18h. Já os shoppings, poderão atender os clientes através do sistema drive-thru





Da Assessoria de Imprensa

Foto: Divulgação


A segunda fase do plano de retomada gradual do comércio no Recife e Região Metropolitana teve início nesta segunda-feira (8). Nesta etapa a reabertura do setor atacadista terá o horário limitado: das 9h às 18h. Já os shoppings, que também voltaram a funcionar, poderão atender os clientes através do sistema drive-thru, ou seja, com as lojas fazendo as entregas no estacionamento do shopping. Nas ruas do Centro do Recife, as vias concentram um número significante de pessoas, mesmo com a permissão apenas para o setor atacadista abrir.

Muitos comerciantes estão preocupados com a queda nas vendas, porém destacam o cuidado necessário para não afetar a saúde dos clientes e deles mesmos. Para o vendedor Wagner Gomes, 36 anos, a retomada das atividades é necessária, mas deve ser feita com responsabilidade. “Minha vida mudou completamente. Eu tinha uma renda e hoje eu já não tenho mais, passei esse tempo todo parado com a ajuda do meu pai e da minha mãe para auxiliar a pagar as minhas contas. Ninguém esperava por isso. O comércio tem que voltar a abrir aos poucos, não dá para ser tudo de uma vez, tem muita gente na rua, e a doença ainda não acabou”, contou.

A manicure Maria Luzia, de 43 anos, informou que foi para comprar uma cesta de palha para o café da manhã, mas que iria olhar se outras lojas estariam abertas. Porém, a permissão de abertura, de acordo com o plano do governo do estado, atinge somente o setor atacadista.  “Eu vim aqui porque faz tempo que procuro esta cesta e não achava. Consegui comprar e agora vou dar uma olhada e ver se uma outra loja que eu estou procurando está aberta”.  Com a chegada do mês de junho, apesar da pandemia e suspensão de eventos públicos, muitas pessoas foram à cidade em busca de artigos para as festividades juninas. Fabíola conceição, 38, é revendedora, mas esteve no vuco-vuco em busca de tecidos temáticos para irmã, que é costureira. As lojas de aviamentos já haviam sido contempladas para reabrir como um dos setores essenciais. “Minha irmã é costureira e está trabalhando com encomenda de vestidos de São João. A procura está grande e olhe que ela já tem os seus clientes certos. Depois desta loja ainda vamos atrás de outros materiais. O dia começou agora”, relata. Mercado Ruth de Miranda trabalha há 58 anos no Mercado de São José e nunca imaginou que viveria um momento de pandemia. O mercado já estava funcionando antes do plano de reabertura com a entrada controlado e permitindo o acesso apenas com máscara. A vendedora é dona de um box que vende peixes e frutos do mar. Para os trabalhadores do setor, a situação ficou mais difícil após a crise causada pela aparição das manchas de óleo no litoral do estado no final do ano passado. “Nos meses de dezembro e janeiro, eu tive que pedir empréstimo. Primeiro, por causa do óleo, depois por causa da pandemia. Na Quaresma, eu pensei que conseguiria vender o suficiente para pagar as dívidas, mas não vendi quase nada. Foi uma frustração. Espero, na verdade, que a gente sobreviva a todo este momento. Passei três meses em casa porque faço parte do grupo de risco e peço que as pessoas só saiam de casa se for extremamente necessário”, desabafou.


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