• Da Redação

Operação policial prende 19 pessoas no Grande Recife

Ao todo, participaram da operação 211 policiais civis, sendo 32 delegados, 151 agentes e 28 escrivães da Diretoria Integrada Metropolitana (DIM) da Polícia Civil





G1 PE

Foto: Polícia Civil/Divulgação


Dezenove pessoas foram presas na Região Metropolitana do Recife na quinta-feira (13), durante a Operação Impacto VI, deflagrada pela Polícia Civil. Os detalhes das prisões foram divulgados em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (14).


Os suspeitos foram presos por diversos crimes. Houve 11 prisões em flagrante, sendo dez por tráfico de drogas e uma prisão por tentativa de roubo, além do cumprimento de oito mandados de prisão, sendo quatro por Crimes Violentos contra o Patrimônio, como roubos; um por homicídio; um por violência doméstica; um por estupro de vulnerável e um por ameaça e descumprimento à Lei Maria da Penha.

Foram apreendidos dois quilos de maconha e 155 pacotes contendo o mesmo tipo de droga, 60 pedras de crack, dez pacotes com cocaína, 84 porções de oxi. Os policiais também apreenderam duas máquinas de prensar maconha e uma balança de precisão. Entre os presos, estão três homens com idades de 33, 29 e 26 anos, pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Essas prisões são um desfecho de uma investigação que começou no início do ano, de acordo com o delegado Guilherme Caraciolo, titular da Delegacia de Apipucos, na Zona Norte do Recife.


“Houve uma apreensão de drogas, de aproximadamente 50 quilos de maconha, no começo do ano, só que, na época, não foi preso ninguém. Com o andar das investigações, descobriu-se que essa droga pertencia ao chefe do tráfico na Macaxeira e em Nova Descoberta. Foi solicitada a prisão dele, cumprida em 3 de julho. A partir das investigações continuadas, chegou-se ao ‘laboratório’ onde empacotavam e distribuíam as drogas na região. Houve abordagem ontem [na quinta-feira] e prendemos três pessoas diretamente ligadas à distribuição das drogas”, disse.


Ainda segundo o delegado, as investigações não terminam com essas prisões. “As investigações continuam, pois ainda falta chegarmos ao traficante da ponta para alcançarmos toda a associação criminosa”, afirmou.


Ao todo, participaram da operação 211 policiais civis, sendo 32 delegados, 151 agentes e 28 escrivães da Diretoria Integrada Metropolitana (DIM) da Polícia Civil.


“O foco sempre tem sido o tráfico de drogas. É o que a gente chama de uma repressão útil e eficiente no combate a esse tipo de delito, que a gente sabe que provoca muitos crimes de homicídios no embate entre os traficantes”, afirmou o diretor da DIM, Antonio Barros.

Prisões por roubos

Entre os presos, estão dois homens que praticavam roubos em bairros da Zona Oeste do Recife, de acordo com o delegado Breno Varejão, titular da Delegacia do Espinheiro. Um foi preso em junho e o outro na quinta-feira (13).


“Eles agiam logo cedo, pela manhã, quando há um fluxo de transeuntes se deslocando da sua casa para o transporte até o trabalho. Então, eles chegavam a pé e armados, exigindo os pertences. Um foi preso no dia 15 de junho e este admitiu amplamente outros assaltos. Ele confessou que realmente vinha praticando assaltos em determinada rua no bairro do Cordeiro e também adjacências, na Torre. O que foi preso ontem [quinta-feira] responde já a um processo-crime por homicídio tentado, mas admitiu tão-somente a prática desse roubo específico”, contou.


Este último, de 30 anos, foi detido na Madalena, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 6ª Vara Criminal da Capital, e foi levado para o Centro de Observação e Triagem Criminológica Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife.


Ainda de acordo com o delegado, as investigações vão prosseguir. “As investigações continuam, até mesmo porque nós temos ferramentas, hoje em dia, de maneira georreferenciada, outros crimes e conseguir mapear e poder fazer uma correlação com outras vítimas e, a partir da identificação do mesmo modus operandi, submeter ao reconhecimento fotográfico ou pessoal dos suspeitos com essas vítimas”, explicou.


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