• Da Redação

Juntas contestam retomada de atividades econômicas no Estado

Parlamentar ressaltou que os critérios estabelecidos pela OMS para a reabertura de setores paralisados pela pandemia de Covid-19, como a testagem massiva da população, não estão sendo observados



Da Assessoria de Imprensa

Foto: Divulgação/Alepe



Em pronunciamento da deputada Jô Cavalcanti, nesta quinta (11), o mandato coletivo Juntas (PSOL) externou “grande preocupação” com a forma como vem sendo feita, pelo Governo do Estado, a retomada das atividades econômicas em Pernambuco. De acordo com a parlamentar, os critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a reabertura de setores paralisados pela pandemia de Covid-19, como a testagem massiva da população, não estão sendo observados.


Na avaliação das codeputadas, não há, ainda, uma queda sustentada na curva de contágio, que oscila a cada dia. Além disso, a taxa de ocupação de leitos no Estado está acima dos 80% recomendados pelas autoridades sanitárias como percentual mínimo para a reabertura, e o sistema de saúde não é capaz de detectar, testar, isolar e traçar todos os contatos. Faltariam, ainda, medidas preventivas em locais de trabalho, escolas e terminais de ônibus.


“As comunidades devem estar completamente educadas, engajadas e empoderadas para se ajustar à nova norma. Os investimentos feitos pelo Governo para ações desse tipo foram mínimos, e as práticas de prevenção ainda não são suficientes”, emendou Jô Cavalcanti. “Isso vai custar mais vidas às famílias pernambucanas, especialmente para os trabalhadores que moram nas periferias.”


A psolista considerou positivos os resultados do lockdown adotado na Região Metropolitana do Recife (RMR), mas avaliou que ainda não são suficientes para que se relaxe no rigor das medidas de contenção. Ela lembrou que o Comitê Científico do Consórcio Nordeste para a Covid-19 também recomenda cautela na reabertura das atividades e manutenção do isolamento social no Grande Recife.


A deputada alertou que a retomada da economia, anunciada como gradativa, vem sendo acelerada por pressão de alguns setores. Como exemplos, citou que shopping centers já começam a operar como pontos de entrega de mercadorias e atendimento delivery de praças de alimentação. Já a construção civil foi liberada sem a restrição de horário prevista inicialmente. 


“Quais foram os critérios que o Governo usou para liberar, e ainda antecipar, essas atividades? Qual a justificativa para o Poder Público só dialogar com os empresários e ignorar as orientações dos especialistas, além de não fazer nenhum diálogo com a sociedade civil?”, questionou Jô Cavalcanti.


Por fim, a parlamentar demonstrou receio quanto à proliferação da pandemia no Interior, já que 182 dos 184 municípios têm casos confirmados da doença e a maioria não conseguiu manter isolamento social em níveis superiores a 50% da população. Caruaru, no Agreste foi citada como uma das cidades mais preocupantes, devido à grande circulação de pessoas de vários locais do País.


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