• Da Redação

João Paulo apoia reabertura gradual de serviços em Pernambuco

Parlamentar avaliou que a medida é fruto da melhora da situação do enfrentamento à Covid-19, já que foi afastado, momentaneamente, o risco de colapso no sistema público de saúde




Da Assessoria de Imprensa

Foto: Divulgação


A reabertura gradual de atividades econômicas em Pernambuco, anunciada pelo Governo do Estado desde o dia 1º de junho, foi comentada pelo deputado João Paulo (PCdoB) na Reunião Plenária desta quinta (11). Ele avaliou que a medida é fruto da melhora da situação do enfrentamento à Covid-19 no Estado, já que foi afastado, momentaneamente, o risco de colapso no sistema público de saúde. No entanto, restrições podem voltar a ser necessárias, pontuou o parlamentar.


“Após atingirmos o pico de 300 pacientes aguardando vaga de UTI, em maio, a rede pública de saúde conseguiu zerar essa fila no último domingo (7). Além disso, Pernambuco registrou o menor número de casos de Covid-19 (350 pessoas) na última terça (9)”, destacou o comunista. “Embora o Estado ainda continue como o sétimo mais afetado do País, o risco de colapso foi, por ora, afastado, pois já há mais oferta de leitos do que demanda.”


Para o deputado, foi diante desses dados que a gestão estadual colocou em prática o plano de retomada gradual de 32 setores da economia. “São 11 etapas, com protocolos de distanciamento social, higiene, monitoramento e comunicação para evitar o contágio pelo novo coronavírus. E poderemos retornar às medidas mais restritivas, ou avançar mais um pouco, a depender da movimentação do quadro geral”, ressaltou.


Como exemplo, João Paulo observou que, se o aumento de casos registrados entre os dias 9 e 10 de junho se mantiver, o Poder Público pode voltar a uma fase mais restritiva do plano. “Todas as determinações estão em consonância com o Comitê Científico do Consórcio Nordeste, que analisa o conjunto de dados necessários ao monitoramento e combate à doença”, asseverou.


O parlamentar reafirmou, contudo, a importância do isolamento social. “O Brasil  ainda tem um nível de transmissão acima de países como Portugal e Alemanha, segundo o Imperial College, do Reino Unido”, apontou. “Vemos aglomerações desnecessárias, pessoas sem máscaras circulando nos shoppings e nas ruas de cidades como Campinas (SP). E temos um Governo Federal displicente com a pandemia, querendo fazer uma abertura total, contra todos os dados”, enfatizou. “O isolamento consciente, com participação ativa da sociedade, precisa entrar em cena.”


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