• Da Redação

22ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato segue até 17 de julho

O evento, que acontece no Centro de Convenções, em Olinda, conta com cerca de 5 mil expositores ocuparão uma área de 30 mil m²

Da Folha de Pernambuco

Foto: Paullo Almeida/Folha de Pernambuco


Artesanato, moda, gastronomia, música, artes visuais e cultura popular se encontram na 22ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que abre ao público até 17 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco. Realizado pelo Governo de Pernambuco, o evento homenageia o movimento Manguebeat, que completa 30 anos em 2022.


“Esse tema passa por todas as áreas da feira, desde o artesão que produz sua peça e faz referência ao movimento até os salões de arte”, garantiu Márcia Souto, coordenadora da feira e diretora de Economia Criativa da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (Adepe). Segundo a gestora, a programação deste ano foi desenvolvida com a colaboração de nomes que estão diretamente ligados ao Manguebeat.


O músico Fred Zero Quatro, um do manifesto “Caranguejos com Cérebro” e líder da banda Mundo Livre S/A, foi um dos que acompanhou o processo de elaboração desta edição. “Nada mais justo do que um grande evento como a Fenearte fazer essa homenagem. São três décadas de uma cena que trouxe um legado importante de autoestima, principalmente para a periferia”, defendeu.


Para o percussionista Gilmar Bola 8, que foi um dos fundadores da Nação Zumbi, a homenagem prestada pela feira é o reconhecimento de um trabalho. “O que a gente queria naquele momento, há 30 anos, era mudar a cidade onde a gente vivia, mas não sabia até onde a gente chegaria”, comentou.


Ao longo de 12 dias, cerca de 5 mil expositores ocuparão uma área de 30 mil m². Além de visitar os estandes, os visitantes também poderão vivenciar uma extensa programação cultural, que tem como destaque as apresentações de Patrimônios Vivos de Pernambuco e de grupos de cultura popular de várias regiões do Estado. Também haverá shows de artistas como Barro, DJ Dolores, Okado do Canal, Barbarize e Bela Schneider.


Dando boas-vindas ao público, a Alameda dos Mestres reúne os mais tradicionais representantes do artesanato pernambucano. “Logo na entrada, você é recebido por esses 64 mestres, que estão lá não só para apresentar os seus trabalhos, mas também para conversar com os visitantes”, explicou Márcia.


O espaço da Fenearte também vai sediar três mostras de arte com trabalhos selecionados por meio de edital: o 17º Salão de Arte Popular Ana Holanda, o 6º Salão de Arte Popular Religiosa e a 15ª Galeria dos Reciclados. Escolhidos por uma comissão julgadora, os três vencedores de cada salão serão premiados com R$ 8 mil cada.


Uma das homenagens prestadas ao Manguebeat pela Fenearte é a montagem de uma exposição em alusão ao Mercado Pop, que fica em cartaz no mezanino. Criada em 1995 por Evêncio Vasconcelos, a antiga feira itinerante de moda, música e arte costumava ser uma espécie de vitrine para a cena daquele período. A curadoria é de Carlos Augusto Lira, arquiteto que também assina a cenografia do evento.


As atividades formativas e de trocas de saberes também estão presentes na programação. O espaço Janete Costa, por exemplo, vai receber os mestres artesãos mineiros José Alves da Silva, Margarida Pereira da Silva e Lucineia de Souza, para falarem de suas experiências. No mesmo local, haverá rodas de conversas sobre temas diversos, sempre a partir das 16h. Além disso, a Fenearte oferece 130 oficinas gratuitas, somando 1300 vagas.


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